QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CRENTE E O DISCÍPULO?
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O CRENTE E O DISCÍPULO?
Todo discípulo é um crente, mas nem todo crente vive como discípulo. Sabe por quê?
O crente espera pelos pães e peixes; o discípulo aprende a pescar e compartilha com os outros o que pescou.
O crente deseja apenas crescer; o discípulo também procura reproduzir-se.
O crente é alcançado; o discípulo é formado.
O crente depende constantemente dos cuidados de seu pastor; o discípulo está disposto a servir a Deus e a cuidar de outras pessoas.
O crente gosta de elogios; o discípulo apresenta-se a Deus como sacrifício vivo.
O crente entrega parte de seus recursos; o discípulo entrega toda a sua vida.
O crente cai facilmente na rotina religiosa; o discípulo está sempre disposto a promover mudanças.
O crente precisa ser constantemente estimulado; o discípulo procura estimular os outros.
O crente espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo dispõe-se a assumir responsabilidades.
O crente reclama e murmura; o discípulo obedece e nega a si mesmo.
O crente é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo aproveita as circunstâncias para exercer a sua fé.
O crente exige que os outros o visitem; o discípulo toma a iniciativa de visitar.
O crente busca na Palavra somente promessas para a sua vida; o discípulo busca viver a Palavra e confiar em suas promessas.
O crente pensa apenas em si mesmo; o discípulo também pensa nos outros.
O crente senta-se para adorar em um templo; o discípulo vive em constante adoração em todos os lugares.
O crente apenas pertence a uma instituição; o discípulo reconhece que é parte viva do Corpo de Cristo.
O crente soma; o discípulo multiplica.
Os crentes aumentam uma comunidade; os discípulos formam novas comunidades.
Alguns crentes são influenciados pelo mundo; os discípulos permitem que Deus os use para transformar o mundo.
O crente espera por milagres; o discípulo crê que Deus também pode usá-lo como instrumento de milagres.
O crente que envelhece sem amadurecer pode tornar-se um problema para a igreja; o discípulo idoso e maduro continua sendo uma ameaça ao reino das trevas.
Os crentes se destacam por construir templos; os discípulos se dedicam a formar outros discípulos e a alcançar o mundo.
Os crentes são soldados que apenas defendem; os discípulos avançam no cumprimento da missão.
O crente preocupa-se somente com as estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e amplia o seu território.
O crente sonha com a igreja ideal; o discípulo entrega-se para construir uma igreja real.
A meta do crente é chegar ao Céu; o discípulo também deseja conduzir outras pessoas até lá.
O crente maduro torna-se um discípulo; o discípulo maduro assume responsabilidades no Corpo de Cristo.
O crente necessita de festas para se alegrar; o discípulo vive em alegria porque sua satisfação está no Senhor.
O crente espera por um avivamento; o discípulo dispõe-se a fazer parte dele.
O crente agoniza sem nunca morrer para si mesmo; o discípulo morre para si a fim de levar vida aos outros.
Longe de sua congregação, o crente lamenta por não estar em seu ambiente; o discípulo transforma o ambiente em uma oportunidade para formar uma comunidade de fé.
Ao crente promete-se uma almofada; ao discípulo entrega-se uma cruz.
O crente comporta-se como sócio; o discípulo reconhece-se como servo.
O crente cai nas ciladas do Diabo; o discípulo permanece vigilante, supera-as e não se deixa enganar.
O crente responde: “Talvez”; o discípulo responde: “Eis-me aqui!”
O crente preocupa-se apenas em pregar o Evangelho; o discípulo prega o Evangelho e forma outros discípulos.
O crente espera uma recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá com generosidade.
O crente é pastoreado como ovelha; o discípulo também aprende a apascentar os cordeiros.
O crente pede que os outros orem por ele; o discípulo também ora pelos outros.
Os crentes se reúnem para buscar a presença do Senhor; os discípulos, além de buscá-la, carregam consigo a presença de Deus por meio do Espírito Santo.
O crente tenta limpar-se para se tornar digno de Deus; o discípulo confia que foi purificado por Cristo e realiza a obra pela fé.
O crente limita sua comunhão aos membros de sua igreja; o discípulo ama todos os irmãos, pois essa é uma ordem de Deus e uma das marcas daqueles que seguem Jesus.
O crente depende apenas dos conselhos humanos para tomar uma decisão; o discípulo ora, consulta a Palavra, ouve conselhos sábios e decide com fé.
O crente espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não pertence a este mundo, cumpre nele a sua missão e aguarda o encontro com o Senhor.
Reflexão final
Essa comparação não pretende diminuir quem está começando na fé, mas nos levar a refletir sobre o nosso amadurecimento espiritual. Jesus não nos chamou apenas para acreditar nele, mas para segui-lo, obedecer aos seus ensinamentos e formar outros discípulos.
“Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.”
Lucas 9:23

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